Benedito ETP 2010
sábado, 8 de março de 2025
segunda-feira, 20 de maio de 2024
Escola Egídia - Semana Vaqueira 2024 - Projeto
PERÍODO: 27-05-2024 (segunda-feira) até 29-05-2024 (quarta-feira)
LOCAL: EEM Egídia Cavalcante Chagas
TEMA: Entre currais e memórias: a cultura vaqueira e o exercício do protagonismo feminino a galope
APRESENTAÇÃO: O Ceará é um estado marcado pela ação e pela história de diversos tipos humanos. É a terra do jangadeiro dentre os quais merece destaque o famoso Dragão do Mar, líder da luta contra a escravidão. É lar de poetas populares como Patativa do Assaré e de escritoras que conquistaram espaço na literatura nacional de forma arrojada e vanguardista como Raquel de Queiroz. É um mundo formado pela contribuição do vaqueiro. “O cavaleiro do sertão se estabelece nesse âmbito como um agente tomado pela identidade cultural de cearense […]” (NUNES, 2018, p. 28) e, portanto, é uma parte considerável de transformações seculares que ainda hoje estão em curso em meio ao “processo histórico e cultural de colonização da região que hoje constitui o estado do Ceará” (idem, ibidem) e, por conseguinte, de Morada Nova, também denominada como terra do vaqueiro, sujeito mestiço cujas rotinas laborais alimentaram o surgimento de poemas, cordelistas, pintores e toda uma série de artistas e profissionais envolvidos com o mundo do curral. A cultura vaqueira viu a transformação da “pega de boi no mato” e das festas de apartação em um esporte, a vaquejada, com amparo legal. Também permitiu a luta pela subsistência e o exercício cultural das mais diversas manifestações artísticas e econômicas. Especificamente, no caso de Morada Nova, Ceará, a cultura vaqueira permitiu o exercício do protagonismo feminino. A mulher não ficou reduzida ao papel de filha ou mulher do vaqueiro, ou ao de cozinheira da fazenda. Ao contrário, as histórias da terra do vaqueiro testemunham que a mulher vaqueira vem assumindo uma condição de pé de igualdade seja na luta do curral seja na pista de vaquejada, com força e beleza. No galope do cavalo, Morada Nova vem fazendo sua história e se consolidando como uma terra culturalmente singular na medida em que valoriza o tradicional e que discute situações e oportunidades para o futuro.
JUSTIFICATIVA: O vaqueiro é um mestiço que ocupou vastas áreas do sertão e que tem abastecido várias produções científicas e artístico-literárias. O Monólogo do vaqueiro (Gil Vicente), Grande Sertão Veredas (Guimarães Rosa), Vidas Secas (Graciliano Ramos) e O Quinze (Raquel de Queiroz) são obras ficcionais em que o vaqueiro e seu mundo são abordados. Brandão (2008) reflete sobre a representação geográfica e social do vaqueiro em seu sertão. Cascudo (2005) e Vieira (2007) analisam o vaqueiro a partir de cantadores e cantigas. Peixoto (2007), Silva (2011) e Nunes (2018) se debruçam sobre questões linguísticas a partir do vaqueiro e de seu mundo donde derivou a vaquejada. Pordeus Júnior (2003) se debruçou sobre a origem multiétnica do vaqueiro. A figura do vaqueiro e o ofício da vaquejada podem estar em constante transformação ao longo do tempo, mas o frescor de sua existência e a animação de seus fazeres continuam os mesmos em relação aos desafios e perigos que marcaram o passado e que afetam o presente e a possibilidade de futuro. Ora, independente de as histórias e aventuras de cavaleiro medievais encontrarem algum tipo de paralelo nas vivências do vaqueiro nordestino, o trabalhador dos sertões brasileiros conseguiu superar as adversidades do curral e dos sertões para alcançar novos espaços de interação na sociedade. Por conseguinte, o mundo da vaquejada e a cultura vaqueira estão passando por movimentos de renovação com os quais a sociedade vem adquirindo novos sentimentos e posicionamentos acerca do que os currais e suas memórias significam para as diversas realidades e segmentos do mundo contemporâneo, especialmente para o exercício do protagonismo feminino.
OBJETIVO: Problematizar o contexto de atuação dos vaqueiros e as diversas manifestações de caráter memorialístico que ressignificam os processos histórico-culturais e artísticos com os quais a sociedade lida.
METODOLOGIA: Realização de atividades informativas, formativas e pedagógicas em sala de aula e de palestras e/ou ações artístico-culturais dentro e/ou fora dos espaços escolares.
INFORMAÇÕES: Escola Egídia Cavalcante Chagas. Telefone: (88) 3422-2810.
REFERÊNCIAS:
BRANDÃO, Tanya Maria Pires. O Vaqueiro: símbolo da liberdade e mantenedor da ordem no sertão. In: MONTENEGRO, Antonio Torres et al. (Orgs.). História: cultura e sentimento. Recife: Ed. UFPE; Cuiabá: Ed.UFMT, 2008. p. 119-134.
CASCUDO, Luís da Câmara. Vaqueiros e cantadores. São Paulo: Global, 2005
NUNES, Ticiane R. Língua(gem) e cultura: um estudo etnográfico dos campos lexicais de vaqueiros do Ceará. Tese UECE. 2018.
PEIXOTO, Lílian Marilac Cornélio de Freitas. A fala do vaqueiro do sertão baiano: análise semântico-lexical. 2007. 181 f. Dissertação (Mestrado em Letras e Linguística) – Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2007.
PORDEUS JÚNIOR, Ismael de Andrade. Cearensidade. In: CARVALHO, Gilmar de. Bonito pra chover: ensaios sobre a cultura cearense. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2003. p. 11-20.
SILVA, Eliane Santos Leite da. O campo lexical do trabalho em cartas de vaqueiros e negociantes ao Barão de Jeremoabo. 2011. 133f. Dissertação. Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2011.
VIEIRA, Natã Silva. Cultura de vaqueiro: o sertão e a músicas dos vaqueiros nordestinos. In: Anais do III Encontro de estudos multidisciplinares em cultura. Salvador: UFBA, 2007
domingo, 17 de dezembro de 2023
Motorromaria de Morada Nova a Canindé (domingo - 28-01-2024) - fé sobre rodas - trechos e itinerário
MOTORROMEIROS DO DIVINO ESPÍRITO SANTO – MORADA NOVA, CE
13ª
Motorromaria de Morada Nova a Canindé – 28-01-2024 (domingo)
Lema:
Fé sobre rodas
Tema:
“Fazei tudo o que Ele vos disser!” (João 2, 5)
ITINERÁRIO
PREVISTO
HORA |
LOCAL |
AÇÃO |
04h00 |
Praça
Dedé Nó cego na “avenida das pizzarias”, em Morada Nova |
Concentração,
café da manhã e benção |
06h30 |
Proximidades da
rotatória entre Quixeramobim-Quixadá-Fortaleza |
Parada tática de
cerca de 30 minutos |
09h30 |
Estátua de São
Francisco (bairro Palestina) em Canindé |
Chegada pela
BR-020 (sentido sertão-capital). |
10h00 |
Entorno da Igreja
de Nossa Senhora das Dores |
Estacionamento dos
motorromeiros |
11h00 |
Basílica de São
Francisco |
Missa |
12h00 |
Entorno da Basílica
de São Francisco |
Almoço, atos de
fé, zoológico, fotos, etc. |
13h00 |
Entorno da Igreja
de Nossa Senhora das Dores |
Concentração de
retorno: reajustes e bençãos |
16h00 |
Proximidades da
rotatória entre Quixeramobim-Quixadá-Fortaleza |
Parada tática de
30 minutos |
17h30 |
Proximidades do
posto de combustíveis Morada Nova II |
Concentração e desfile
de entrada em Morada Nova |
18h00 |
Praça Dedé Nó
cego na “avenida das pizzarias”, em Morada Nova |
Concentração,
sorteio de brindes e benção final |
TRECHO |
DISTÂNCIA |
TEMPO |
VIA
|
Praça
Dedé Nó Cego (centro de Morada Nova) até Ibicuitinga |
40
km |
40
min. |
CE
265 |
Ibicuitinga a
Quixadá |
45
km |
45
min. |
CE
265 |
Parada tática -
rotatória Quixeramobim-Quixadá-Fortaleza |
xxxxxxxxxx |
30
min. |
xxxxxxxxxxx |
Centro urbano de
Quixadá a Choró |
30
km |
30
min. |
CE
060 e CE 456 |
Centro urbano de
Choró até a localidade Campos |
45
km |
45
min. |
CE
456 e BR 020 |
Localidade
“Campos” até a estátua de São Francisco |
30
km |
30
min. |
BR
020 |
..................................
Motorromaria de Morada Nova a Canindé (domingo - 28-01-2024) - identificação
Motorromaria de Morada Nova a Canindé
Lema: “Fé sobre rodas”
Tema: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (João 2,5).
Data: 28-01-2024 (domingo)
Concentração a partir de 4h da manhã na Av. das Pizzarias.
Café do São Francisco servido pelas Madrinhas do Vaqueiro.
Alvorada festiva com a Banda de Música Expedito Raulino e
Maestro Tindó
Show de prêmios após o triunfal desfile de retorno
..................................
A 13ª Motorromaria de Morada Nova a Canindé se aproxima para
mais uma experiência livre e consciente de fé sobre rodas cujo ponto alto é a
participação no banquete eucarístico instituído por Jesus Cristo – ontem, com
12 discípulos; hoje, com os Motorromeiros do Divino Espírito Santo.
Em sintonia com as orientações católica, apostólica e
romana, a Motorromaria é mais uma obra do Divino Espírito Santo que incentiva a
valorização da dignidade humana e a promoção de uma cultura fraterna de paz e
de justiça social. Desde 2010, o evento cultiva um caráter espiritual,
turístico e cultural que enaltece a marcha do povo de Deus pelo deserto em seu
êxodo para a terra prometida contrária às atitudes egoístas e mesquinhas.
Vivenciado de forma espontânea e esclarecida por amigos e
familiares, o apostolado motorromeiro oxigena o setor comercial, os meios de
comunicação e informação e o segmento de prestação de serviços, entre outros.
Sua realização não tem fins lucrativos, mas há despesas custeadas por quem
acredita no gesto solidário da partilha e da simplicidade como exemplos da
caridade em ação.
Fortalecidos pelo testemunho de São Francisco, o grupo de
motorromeiros do Divino Espírito Santo agradece, divulga e abençoa a
solidariedade, as orações e o apoio de quem atende ao tema da edição 2024 da
Motorromaria: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (João 2,5).
Cristo nos chama!